Por Delson Luis Ribeiro e Colaboração de Luiz Miguel da Silva
Urnas de madeira somente para pessoas muito ricas e eram compradas em cidades maiores. Setenta e cinco por cento da população residia na zona rural, sendo a maioria pobre e sem nenhum recurso econômico. Sem assistência médica, faleciam novas e a mortalidade infantil era muito alta.
Logo após o falecimento do ente querido, um dos parentes tirava a medida do corpo e vinha até a cidade encomendar o caixão, que era feito em marcenarias comuns com armação de madeira, coberto de pano preto, roxo ou branco.
O defunto era transportado em carro de boi pelos locais onde os animais conseguiam passar. Os acompanhantes vinham a cavalo. Na entrada da cidade esperavam pelo “caixão” e assim que a urna chegava, o defunto era colocado nela e conduzido até a igreja para ser “encomendado”. Em seguida o cortejo seguia para o cemitério.
Mortos que não deixavam uma reserva financeira e residiam em lugares de difícil acesso eram transportadas em esquifes ou bangué (padiola) e levadas diretamente para o cemitério.
Quando falecia uma pessoa importante, tudo mudava de figura. O padre paramentado de preto ia à frente do féretro rezando em latim. Era uma procissão e o defunto era carregado logo atrás. Conforme o caso, a banda de música acompanhava o funeral executando marchas fúnebres.
Graças a Deus com o tempo essas diferenças foram desaparecendo.