Por Delson Luis Ribeiro
No ano de 1965, quando Davi Pereira Maia era o prefeito de Campos Gerais, vigorava uma lei federal, através da qual, municípios de todo o Brasil, eram orientados a realizar a “Semana da Comunidade”.
Em consulta ao Diário do Congresso do referido ano, o Documentário Campos Gerais pode constatar que este evento propunha “buscar concentrar, dar ressonância e tornar obrigatório o debate, a divulgação e a convocação do povo para as vantagens da vida comunitária”.
Tal ato do Governo motivou a administração do prefeito Davi Maia, oficializar o “Dia da Cidade” na data de 16 de setembro. Para isso, uma comissão foi organizada com o objetivo de preparar as festividades comemorativas ao aniversário da cidade, tendo a educadora Terezina Caiafa (Dona Zita Caiafa) na direção dos trabalhos e as professoras Maria Helena Pinheiro Caiafa e Maria Isabel dos Santos Rabelo, além do professor Afrânio Caiafa de Mesquita, como membros integrantes da direção do projeto.
Pensou-se então, na distribuição das tarefas aos grupos escolares para a realização dos desfiles cívicos, porém não havia bandeira do município nas escolas, nem nos poderes públicos locais.
Viu-se aí a necessidade de criação deste importante símbolo cívico, quando a professora Neuza Aparecida Maia foi convidada a ilustrar nossa bandeira.
Dona Zita Caiafa expôs a ideia da criação de um brasão para a bandeira com duas faces, com a parte da frente em bege e o verso em marrom. Na face posterior, está destacada a serra do Macuco, que é a serra de Campos Gerais e a outra face na cor marrom, escrito “Campos Gerais MG”.