Por Delson Luis Ribeiro
A sociedade é um grupo de indivíduos que convivem de forma organizada e interdependente. Nenhum ser humano é totalmente autossuficiente. Essa dependência se manifesta nos níveis econômico, social, afetivo, cognitivo, cultural e de segurança.
Do mercantilismo aos movimentos mais recentes da globalização, a figura do comerciante sempre foi crucial para o abastecimento de bens básicos à sobrevivência humana.
Aqui em nossa cidade, não diferentemente, tivemos o privilégio de conviver com comerciantes que durante suas vidas se dedicaram a atender às necessidades básica do nosso povo.

Dentre as dezenas ou centenas destes, a “Dolinha da Papelaria”. Você já imaginou quantos estudantes, costureiras, alfaiates ou “donas de casa” tiveram suas demandas abastecidas com os cadernos, linhas e botões por ela fornecidos?
Quantas foram suas idas e vindas à 25 de Março via “Santa Terezinha”, ou viajando no ritmo “bate e volta” no “ônibus dos sacoleiros”?
Impossível imaginar. Nem ela mesma consegue responder.
Hoje o Documentário Campos Gerais traz um pouco da história de vida da Maria Auxiliadora Pimentel Furlan, a “Dolinha da Papelaria”.
Nascida em 21/06/1944 em Campos Gerais, filha de Vantuir Pimentel e Aurora Pimentel, formou-se no Magistério no Colégio Nossa Senhora do Carmo (Campos Gerais) e em Pedagogia pela FAFIBE (Boa Esperança). Lecionou nas quatro escolas de ensino fundamental da cidade, até o ano de 1985.
Em 1970, conheceu Osmar João Furlan. Essa união teve início em uma visita à casa da amiga “Inês da Tal” (Campinas SP). Nascia ali um romance. Ele, apaixonado, passou a frequentar Campos Gerais. Entre namoro e noivado foram 5 anos. Casaram-se em 13/12/1975.
Com a união, nasce também a ideia de empreender no ramo papeleiro, quando é inaugurada a “Papelaria da Dolinha”, em um cômodo da casa anterior à atual (mesmo local).
No ano seguinte, Furlan inaugura sua panificadora na rua Cel. Carlos Caiafa, que tinha como sócio, o Luciano da Valda Boeri. A empresa funcionou até o ano de 1983.

Em 1985, nasce o filho do casal, César Augusto Pimentel Furlan, hoje médico ortopedista.
Osmar veio a falecer no ano de 1987.
Dolinha, sempre resiliente, dedicou-se aos negócios da papelaria e à criação de César.
A empresária fez parte da diretoria da Associação Comercial e Industrial de Campos Gerais, em várias gestões, além de compor as diretorias da PEPSAM e do Clube ARC.

Hoje, a papelaria já frequentada pela maioria dos campos-geraienses está encerrando suas atividades, e Dolinha sente ter cumprido o dever de mãe, empreendedora e cidadã campos-geraiense.

