Por Delson Luis Ribeiro
A Vila Vicentina de Campos Gerais foi fundada pela Conferência Nossa Senhora do Carmo em 12 de junho de 1926, composta pela seguinte diretoria: Francisco Rodrigues de Oliveira (presidente), João Vinhas Arantes (vice-presidente), Vicente Prósperi (tesoureiro) e Eurico de Azevedo (secretário).
Ao longo de quase um século, tem acolhido milhares de irmãos em situação de vulnerabilidade, dentre os quais, idosos, enfermos e portadores de deficiências físicas.
O êxito alcançado por essa instituição se deve à dedicação e abdicação pessoal dos seus fundadores, religiosos, vicentinos, diretores e funcionários.
A estrutura inicial da Vila Vicentina foi construída graças à doação de uma área de 2.6000 m2 feita pelo agricultor Rodolfo de Souza Freire. Vale lembrar que até a década passada, a Vila Vicentina funcionava onde hoje é o PAM (Pronto Atendimento Médico), tendo sido substituída por uma nova e moderna estrutura nos fundos da antiga sede.
No princípio, quando ainda não existia a Vila Vicentina, os assistidos recebiam acompanhamento e donativos por intermédio de vicentinos e suas esposas.
No ano de 1940 chegaram as primeiras religiosas para tomar conta da Vila Vicentina, um grande passo para toda a comunidade. A instituição contou com o apoio das freiras até os anos 2000.
Antes da conclusão da atual igreja matriz, o Padre Teófilo preferia usar a capela da Vila Vicentina, apesar da igreja do Rosário (Baixão) ser bem maior. Todo tipo de celebração era realizada na capela, inclusive a tradicional “missa das dez” aos domingos.
Com espaço interno insuficiente para abrigar os fiéis durante as celebrações, estes se acomodavam em um campo gramado, onde hoje é o Hospital São Vicente de Paulo. O pessoal que vinha da zona rural, aproveitava este espaço para amarrar seus animais.
Durante muitas décadas foi comemorada a Semana do Ancião na data da fundação da instituição (12 de junho), como forma de levar aconchego aos asilados e arrecadar fundos para a manutenção dos serviços prestados.