Joaquim José de Oliveira e a Escola que lhe rendeu homenagens

Por Delson Luís Ribeiro

Já foram aqui trazidos registros de pessoas beneméritas da educação, saúde, dentre outras áreas do município. No ano de 2022 a equipe do Documentário visitou a direção da E. M. “Professor Joaquim José de Oliveira”, que através da sua diretora na época, Sidnea Gleide Araújo Vieira, teve a oportunidade de saber mais sobre as origens da Escola e a biografia do próprio professor Joaquim José de Oliveira, anos depois, homenageado com a atribuição do seu nome à segunda escola de ensino fundamental de Campos Gerais, “a conhecida escola do Baixão”.

A vida e o legado do Professor Joaquim José de Oliveira

Joaquim José de Oliveira nasceu em Três Pontas no dia 25 de abril de 1886. Quem o conheceu afirma ter sido um verdadeiro “apóstolo da educação”, despojado de interesses materiais e muito dedicado às causas da escola.

Também conhecido como “Grota”, estudou na antiga Escola Normal de sua Terra, tendo recebido os ensinamentos morais e intelectuais do saudoso Cônego Vitor.

Formou-se professor no ano de 1910, vindo em seguida, exercer o magistério na cidade vizinha de Campo do Meio, onde permaneceu até o ano de 1928. Foi também escrivão de paz no Barranco Alto, distrito de Alfenas MG.

Em 1929 mudou-se para Campos Gerais, onde foi professor, e depois, diretor das Escolas Reunidas.

Era filho de João de Paula Ferreira e Dona Maria Cândida de Oliveira. Os anos decorridos desde sua formatura até o final da sua vida foram dedicados ao perfeito exercício do magistério numa luta constante, mantida grande dignidade.

Faleceu em 27 de junho de 1937 aos 51 anos de idade.

A comunidade campos-geraiense rendeu-lhe grata e justa homenagem, dando seu nome à segunda instituição de ensino de primeiro grau do município, a E. E. “Professor Joaquim José de Oliveira”, cuja primeira diretora foi Dona Maria Aparecida de Oliveira, a “Dona Lia”, uma de suas cinco filhas.

Não à toa que Dona Lia seguiu retamente os princípios e valores deixados pelo pai, tanto que uma costumeira atitude marcou a vida daqueles que conviveram com a educadora, que tinha o bondoso hábito de oferecer um café reforçado e uma suculenta sopa para as crianças que vinham da zona rural. Para o cumprimento da nobre ação, Dona Lia contava com a doação de alimentos dos sitiantes de Campos Gerais.

A comunidade campos-geraiense rendeu-lhe grata e justa homenagem, dando seu nome à segunda instituição de ensino de primeiro grau do município, a E. E. “Professor Joaquim José de Oliveira”, cuja primeira diretora foi Dona Maria Aparecida de Oliveira, a “Dona Lia”, uma de suas cinco filhas. Não à toa que Dona Lia seguiu retamente os princípios e valores deixados pelo pai, tanto que uma costumeira atitude marcou a vida daqueles que conviveram com a educadora, que tinha o bondoso hábito de oferecer um café reforçado e uma suculenta sopa para as crianças que vinham da zona rural. Para o cumprimento da nobre ação, Dona Lia contava com a doação de alimentos dos sitiantes de Campos Gerais.

Nos registros da Escola está expressa a gratidão da instituição ao professor Joaquim José de Oliveira: “Permanece entre nós como um símbolo de professor autêntico, nobre e capaz”.


Fonte: arquivos da própria Escola e entrevista com os familiares.

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