Por Delson Luis Ribeiro e Luiz Miguel da Silva
Que a segunda guerra mundial foi um período muito difícil e triste para todos, não há sombra de dúvidas, pois além da preocupação com os avanços das forças nazistas, existiam muitas outras incertezas.
Mães e esposas camposgeraienses também choraram a partida dos filhos e maridos. Mais de 25.000 combatentes brasileiros foram enviados para os campos de batalha do outro lado do oceano, muitos infelizmente não retornaram.
A preocupação dos jovens alistados em Campos Gerais era se preparar para as lutas. Alguns deles só conheciam enxada e a partir daquele momento se viam obrigados a usar fuzil e metralhadora.
O Brasil era um país pouco industrializado, dependia de importação de produtos estrangeiros e outros gêneros ainda não produzidos por aqui, somando a isso, o agravante de que era muito arriscado atravessar o Atlântico, porque os alemães “torpedeavam” todo tipo de navio em alto mar.
Produtos de extrema necessidade como açúcar, querosene (muito consumido no meio rural), o sal de cozinha e outras mercadorias quase escassas eram vendidas em postos da Prefeitura em quantidades limitadas. As pessoas faziam fila para comprar 1 kg de açúcar ou meio litro de querosene e os mais humildes se “viravam” como podiam, adoçando o café com rapadura ou garapa.
Com o término da guerra tudo foi voltando aos poucos ao normal, nada diferente em Campos Gerais, para a alegria do nosso povo.

