Um breve passeio pela história da telefonia em Campos Gerais

Por Delson Luis Ribeiro (Para a elaboração desse registro, o Documentário contou com o apoio de dezenas de pessoas, fornecendo informações e fatos. Nossos agradecimentos a todos.)

Comunicar-se em tempo real por voz ou imagem tornou-se hoje prática corriqueira e comum. Imagine viver atualmente sem os recursos proporcionados pelas tecnologias da informação e da comunicação. Seria algo impensável.
Mas o que essa imagem tem a ver com o assunto?

A relação está na campanha educativa inserida na primeira lista telefônica de Campos Gerais, incentivando os pais a ensinarem seus filhos a usar o aparelho telefônico, no ano de 1960.

Voltando à época das cabines telefônicas, naqueles anos era preciso desembolsar o valor quase equivalente ao de um carro popular, para adquirir uma linha telefônica, o que obrigava a maioria das famílias a frequentar as famosas cabines telefônicas, quando precisavam falar com seus familiares e amigos distantes.

Filas extensas nos horários com tarifas reduzidas, principalmente aos sábados e domingos, faziam nossos pais aguardarem até que a telefonista os chamassem, para “discar” o número desejado.

A cabine ajudava não somente a isolar a acústica, mas também assegurava alguma privacidade, para amenizar o incômodo da saudade, ou resolver alguma pendência pessoal ou profissional.

O primeiro posto telefônico de Campos Gerais, ao que se sabe, funcionou nos fundos de uma área ao lado de onde hoje está instalado o “cartório do Saulo”, antigas farmácias do Irurá e do Hélio.

Professor Luiz Miguel da Silva, grande colaborador do Documentário Campos Gerais, afirma estar lembrado de ter existido, nesse local, um centro telefônico que era administrado pelo senhor Azarias Gomes, período da sua infância vivida nos anos 1940.

Próximo à década de 1960, o “cômodo das chamadas telefônicas” foi instalado na parte frontal da residência de uma senhora conhecida por Maria da Cruz, a “Maria do Telefone”, também responsável pelo centro. Essa instalação do posto foi onde funcionou o salão de cabeleireiro do Edson, ao lado da casa onde morou o saudoso casal Edinha e Mauro Miareli na Cel. Carlos Caiafa.

Dona Maria contava com o auxílio de Teresinha Alaane, irmã de Anita Alaane, conhecida professora da cidade. Teresinha era incumbida de visitar as pessoas, para avisá-las das chamadas ou ligações com horários marcados. Algo como: “Seu parente vai te chamar às 16 horas” ou “É para você comparecer ao Centro Telefônico até às 16 horas, para ligar para o seu parente”.

Também trabalharam por muitos anos nesse local como telefonistas, Dona Maria Tarcísia Pereira e Márcia Piedade de Brito.
O último local do centro telefônico, já sob direção da Telemig, foi o sobrado localizado ao lado da Casa Paroquial na Dom Inocêncio Engelk, no tradicional predinho dos ensaios da Banda Santa Cecília, hoje do Café no Bule.

A primeira companhia telefônica e os primeiros aparelhos residenciais discados chegaram a nossa cidade logo após a inauguração da CEMIG (Companhia Elétrica de Minas Gerais) na cidade, nos anos 1960. Os grandes responsáveis por levar o telefone até nossas residências foram os conterrâneos José Nascimento Sobrinho e Afrânio Mesquita.

A Companhia Telefônica de Campos Gerais atendia somente ligações na área local (urbana) e sua manutenção era feita pelo saudoso Dalísio Miguel. Já as ligações interurbanas, mesmo aquelas feitas a partir de aparelhos residenciais, exigia “chamar” o centro telefônico local que, por intermédio de sua telefonista, eram transferidas para o destino desejado.

Ainda durante a década de 1960, com a inauguração de Furnas Centrais Elétricas, parte da fiação telefônica de Campos Gerais foi encoberta pela inundação da água nas imediações do distrito do Córrego do Ouro, deixando toda a população sem acesso à telefonia por um bom tempo.

A situação foi amenizada quando o professor Afrânio Mesquita trouxe um sistema de rádio amador, operado pelo senhor Magno…

Comunicar-se em tempo real por voz ou imagem tornou-se hoje prática corriqueira e comum. Imagine viver atualmente sem os recursos proporcionados pelas tecnologias da informação e da comunicação. Seria algo impensável.
Mas o que essa imagem tem a ver com o assunto?

A relação está na campanha educativa inserida na primeira lista telefônica de Campos Gerais, incentivando os pais a ensinarem seus filhos a usar o aparelho telefônico, no ano de 1960.

Voltando à época das cabines telefônicas, naqueles anos era preciso desembolsar o valor quase equivalente ao de um carro popular, para adquirir uma linha telefônica, o que obrigava a maioria das famílias a frequentar as famosas cabines telefônicas, quando precisavam falar com seus familiares e amigos distantes.

Filas extensas nos horários com tarifas reduzidas, principalmente aos sábados e domingos, faziam nossos pais aguardarem até que a telefonista os chamassem, para “discar” o número desejado.

A cabine ajudava não somente a isolar a acústica, mas também assegurava alguma privacidade, para amenizar o incômodo da saudade, ou resolver alguma pendência pessoal ou profissional.

O primeiro posto telefônico de Campos Gerais, ao que se sabe, funcionou nos fundos de uma área ao lado de onde hoje está instalado o “cartório do Saulo”, antigas farmácias do Irurá e do Hélio.

Professor Luiz Miguel da Silva, grande colaborador do Documentário Campos Gerais, afirma estar lembrado de ter existido, nesse local, um centro telefônico que era administrado pelo senhor Azarias Gomes, período da sua infância vivida nos anos 1940.

Próximo à década de 1960, o “cômodo das chamadas telefônicas” foi instalado na parte frontal da residência de uma senhora conhecida por Maria da Cruz, a “Maria do Telefone”, também responsável pelo centro. Essa instalação do posto foi onde funcionou o salão de cabeleireiro do Edson, ao lado da casa onde morou o saudoso casal Edinha e Mauro Miareli na Cel. Carlos Caiafa.

Dona Maria contava com o auxílio de Teresinha Alaane, irmã de Anita Alaane, conhecida professora da cidade. Teresinha era incumbida de visitar as pessoas, para avisá-las das chamadas ou ligações com horários marcados. Algo como: “Seu parente vai te chamar às 16 horas” ou “É para você comparecer ao Centro Telefônico até às 16 horas, para ligar para o seu parente”.

Também trabalharam por muitos anos nesse local como telefonistas, Dona Maria Tarcísia Pereira e Márcia Piedade de Brito.
O último local do centro telefônico, já sob direção da Telemig, foi o sobrado localizado ao lado da Casa Paroquial na Dom Inocêncio Engelk, no tradicional predinho dos ensaios da Banda Santa Cecília, hoje do Café no Bule.

A primeira companhia telefônica e os primeiros aparelhos residenciais discados chegaram a nossa cidade logo após a inauguração da CEMIG (Companhia Elétrica de Minas Gerais) na cidade, nos anos 1960. Os grandes responsáveis por levar o telefone até nossas residências foram os conterrâneos José Nascimento Sobrinho e Afrânio Mesquita.

A Companhia Telefônica de Campos Gerais atendia somente ligações na área local (urbana) e sua manutenção era feita pelo saudoso Dalísio Miguel. Já as ligações interurbanas, mesmo aquelas feitas a partir de aparelhos residenciais, exigia “chamar” o centro telefônico local que, por intermédio de sua telefonista, eram transferidas para o destino desejado.

Ainda durante a década de 1960, com a inauguração de Furnas Centrais Elétricas, parte da fiação telefônica de Campos Gerais foi encoberta pela inundação da água nas imediações do distrito do Córrego do Ouro, deixando toda a população sem acesso à telefonia por um bom tempo.

A situação foi amenizada quando o professor Afrânio Mesquita trouxe um sistema de rádio amador, operado pelo senhor Magno de Pádua, o Bibi. A iniciativa possibilitou manter a comunicação da população com todo o país.
Nos primeiros anos da Cia. Telefônica de Campos Gerais, nosso sistema de telefonia fixa operava com apenas dois dígitos.

Com a expansão, ocorrida posteriormente, foi acrescentado o número “3” antes dos dois algarismos. Já nos anos 1980 tínhamos números de telefone com 4 dígitos.

Anos mais tarde, uma mudança no sistema de telefonia da operadora estatal Telemig acrescentou o prefixo 963, que foi em seguida, substituído pelo 853 e, posteriormente, alterado para 3853, prefixo que permanece até os dias atuais.

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