Campos Gerais e Carmo da Cachoeira foram referências no estado na distribuição de gado de corte

Por Delson Luís Ribeiro

Entre o período de 1930 a 1950, boiadeiros de Campos Gerais viajavam centenas de quilômetros pelos estados de Minas, São Paulo, Mato Grosso e outras paragens, em busca de rebanhos bovinos para revenda. Traziam o gado, curavam das bicheiras e dos bernes e os engordavam.

Boiada bonita e martelo batido, era chegada a hora dos vaqueiros entregarem a carga viva vendida, conduzindo-a até a estação de estrada de ferro “Espera”, no município de Três Pontas.

Se buscavam 500 cabeças de gado a cada compra realizada, na venda chegavam a ser conduzidas até 6 mil animais até a cidade vizinha, para, de lá, embarcarem para Três Corações, e em seguida, para os frigoríficos fluminenses.

Pessoas que presenciaram a atividade econômica, dizem que, se alguém deparasse com uma boiada desta dimensão, o que restava fazer era desistir de prosseguir e retornar para casa, aguardando boas horas até que o tráfego do mega rebanho terminasse. Caso contrário, o risco de assustar a boiada e ocorrer um estouro do gado era muito alto.

Foi assim que as cidades de Campos Gerais e Carmo da Cachoeira se transformaram em grandes centros de distribuição de gado no estado de Minas Gerais.

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